Despedida

     Durante toda minha vida eu à ví da minha janela, quando criança e também na adolescência, ela era meu despertador, pois dela vinha o som de entrada e saída dos funcionários da Brahma e com o tempo esse som não foi mais utilizado.
   Da janela via de longe, na realidade,  na quadra vizinha aquela que é a maior chaminé industrial da cidade.
   Anos depois o local se transformou no Shopping Total e aí surgiram eventos em torno dela e no natal era dela que surgia o papai noel, coisa que eu tambem via pela janela.
   Essa semana um prédio que está sendo construído em frente à minha janela cobriu totalmente a chaminé e foi a despedida de um dos símbolos do Bairro Floresta.
   O apito não existe mais e agora a chaminé também é passado e com ela também vão embora as lembranças da infância e da adolescência e vem na memória a frustração daquele dia em que minha turma do colégio foi visitar a fábrica da Brahma e eu não fui, ou do dia em que anunciaram que tinham mudado a fórmula daquela que era a melhor guaraná do país e que depois acabou saindo do mercado pois a nova fórmula era muito ruim e não vendia.
   E a gora às vésperas do natal a frustração de nesse ano não ver o papai noel descendo a chaminé, mas pelo menos o helicóptero ainda vou ver.

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