Falta de Paciência


Eu ando tão sem paciência que nem no Beira-Rio me sinto à vontade. Foram vários jogos esse ano pelas Rádios Quintão, Itapuã e Galera e em poucas oportunidades me senti como antes com aquela alegria de estar em lugares praticamente mágicos onde nem cheguei a sonhar um dia estar. No domingo não foi diferente, era jogo decisivo para alguns, despedida para outros e poucas emoções a serem compartilhadas. E se um Estádio com 30 Mil pessoas não me emociona mais, não sei o que estou fazendo por lá. Espero que no ano que vem surjam novas idéias, novos empreendimentos e trabalhos em que possa ter uma realização profissional, essa mesma realização que já tive em anos anteriores, afinal de contas nunca é tarde para acontecerem os milagres...
    Paciência aliás foi sempre uma de minhas maiores qualidades, e eu não dava valor, hoje sem ela sei bem que essa virtude foi mal aproveitada.
   Mas falando de coisas boas nesse domingo o Sport Club Internacional comemorou os 40 anos do primeiro titulo Brasileiro e eu estava lá com meu pai. Um colega até duvidou que eu estivesse ali, acho até que foi um elogio involuntário, mas eu estava, na parte superior do Estádio e quando Elias Figueroa cabeçeou eu acordei, sim eu estava dormindo no ombro de meu pai, e ví aquele que foi um dos gols mais importantes da história do clube e eu então com seis anos tambem não tive a dimensão daquele momento e nunca imaginei que um dia estaria ali sozinho vendo um jogo do Inter, claro que dessa vez à trabalho, mas era um jogo do Inter onde sempre fui acompanhado e ultimamente tem sido um prazer solitário, tão solitário como as tardes na Arena do Grêmio onde não existe afinidade alguma e consigo fazer bons trabalhos, o que prova que não importa o time que a gente torça, o importante é ter opinião. Que texto confuso, mas agora foi, afinal de contas não nasci para ser compreendido e nunca quis ser.Acho que a falta de Paciência está agindo de novo.

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