Tinha Uma Sombra...

     Hoje saí pela manhã e fui conhecer o Cine Capitólio, recentemente reformado, e me surpreendi com a beleza do lugar. Desde 2008  quando fiz o curso de guia de turismo venho estudando as "coisas" de Porto Alegre e confesso que tinha me esquecido do Capitólio, afinal de contas foram anos e anos fechado, mas na semana passada estava indo ao Beira-Rio e não resisti e entrei mas não passei do hall de entrada. Hoje foi diferente, seria a cerimônia de abertura do Festival de Cinema de Gramado, um belo evento aliás, muito bem organizado e era justamente alí, no Capitólio.
  Ao chegar em casa fiquei imaginando como era aquele espaço em seu auge e recorri a minha mãe que perguntou se ainda existiam os mezaninos, e aí a história fechou, pois eu estava curioso com as janelas vistas por dentro e que não levavam à lugar nenhum, claro, era os antigos mezaninos. Subi as escadas dos três andares e não havia entendido os espaços, mas a curiosidade foi sanada.
   Acabei fazendo uma foto de minha sombra e a idéia era fazer um texto sobre a sombra, mas acabei mudando de idéia, algo que tenho feito muito nesses últimos dias. Busquei músicas, letras que falassem de sombras e lembrei da frase da Música "Sentado à Beira do Caminho" de Roberto e Erasmo, que diz: "Minha sombra me acompanha e vê que eu, estou morrendo lentamente...", mas ao ler essa frase assim , solta, parece alguem se despedindo da vida e quem conhece a música sabe que é apenas uma tristeza passageira por um amor perdido.

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