Telma Scherer detida pela policia na feira do livro de Porto Alegre


Artista é detida pela Brigada Militar durante performance na Feira do Livro


Autora de dois livros apareceu acorrentada a uma casinha de cachorro

A performance de uma artista de 31 anos causou confusão na sexta-feira na Feira do Livro, no centro de Porto Alegre. Telma Scherer, formada em Filosofia, mestre em Literatura e autora de dois livros, apareceu à tarde em meio às bancas, acorrentada pelo pescoço a uma casinha de cachorro e com um cartaz onde se lia "Não alimente o escritor", repleto de contas pagas pela artista.



Durante a performance, algumas pessoas começaram a reclamar, especialmente quem estava nas bancas de livros. Uma reclamação era de que o ato estava prejudicando as compras. A Brigada Militar (BM) foi chamada.



— Ela estava gritando bastante — disse um soldado.



Ao rejeitar deixar o local, a artista foi colocada em um camburão, gerando protestos de colegas dela e de frequentadores da feira. Ela foi encaminhada ao posto da BM na Praça XV.



— Fui levada em um camburão com quatro policiais do meu lado. Chegaram a dizer que eu deveria fazer exame de sanidade mental — afirmou.



Telma foi liberada após conversa com o responsável pela unidade, capitão Marcelo Fernandes, e o vice-presidente da Feira, Osvaldo Santucci. A artista não sofreu ferimentos. Não foi registrada queixa contra ela. Nota da Câmara Rio-Grandense do Livro



A Câmara Rio-Grandense do Livro realiza a Feira do Livro de Porto Alegre há 55 anos sempre preocupada em garantir um evento democrático, aberto e gratuito. As manifestações populares durante a realização da Feira do Livro são comuns e até mesmo já se tornaram uma prática natural em locais onde há grande concentração de pessoas.



A ação da Brigada Militar ocorrida na noite de sexta-feira, foi motivada pela solicitação de visitantes da Feira do Livro que foram impedidos de circular, como por exemplo, mãe e filho cadeirante que não conseguiram prosseguir em um corredor do evento.



Outros fatos decorrentes da manifestação, como a ingestão abusiva e a oferta de bebida alcoólica na via pública, foram relatados por diversas pessoas.



A ação da Brigada Militar foi no sentido de colaborar para a segurança de todos, inclusive da própria manifestante, que foi conduzida até o posto policial da Praça da Alfândega, acompanhada de amigos e outras pessoas que assistiram a abordagem da Brigada Militar.



A autora não foi presa, tendo sido liberada imediatamente após sua identificação, uma vez que não portava documentos e não foi realizada representação contra a mesma.



Nota da Câmara Rio-Grandense do Livro



A Câmara Rio-Grandense do Livro realiza a Feira do Livro de Porto Alegre há 55 anos sempre preocupada em garantir um evento democrático, aberto e gratuito. As manifestações populares durante a realização da Feira do Livro são comuns e até mesmo já se tornaram uma prática natural em locais onde há grande concentração de pessoas.



A ação da Brigada Militar ocorrida na noite de sexta-feira, foi motivada pela solicitação de visitantes da Feira do Livro que foram impedidos de circular, como por exemplo, mãe e filho cadeirante que não conseguiram prosseguir em um corredor do evento.



Outros fatos decorrentes da manifestação, como a ingestão abusiva e a oferta de bebida alcoólica na via pública, foram relatados por diversas pessoas.



A ação da Brigada Militar foi no sentido de colaborar para a segurança de todos, inclusive da própria manifestante, que foi conduzida até o posto policial da Praça da Alfândega, acompanhada de amigos e outras pessoas que assistiram a abordagem da Brigada Militar.



A autora não foi presa, tendo sido liberada imediatamente após sua identificação, uma vez que não portava documentos e não foi realizada representação contra a mesma.



ZERO HORA

Não foi registrada queixa contra Telma e a artista foi liberada na noite de sexta-feira

Foto:Ricardo Duarte

Comentários

Adriandos Delima disse…
Gente... respeito a poeta... mas arte não é para ganhar dinheiro...
não deve se inserir no sistema capitalista, mesmo... Melhor, é achar outro meio de sobreviver, não a arte. Arte seja feita por amor à arte. Ou você será um feirante.