Acervo para colecionador a venda

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repassando...





Fernando Spencer vende acervo!!!



Matéria de Luiz Joaquim



Fica num pequeno quarto, com cerca de 12 m² , no primeiro andar duma residência em Casa Forte , um tesouro iconográfico, literário, musical e audiovisual sobre cinema. É a coleção de uma vida inteira do cineasta Fernando Spencer - com livros, fotografias, discos de vinil, revistas e rolos de áudio cassetes, além de 24 de um total dos 44 filmes que ele próprio realizou (entre outros, de outros autores) agora postos à venda, em conjunto, pelo diretor.



É difícil dimensionar o valor de tamanho acervo que contempla desde encartes (organizados por livros encadernados) de diversos LPs lançados ao longo de mais de quatro décadas, passando por postais e rótulos de cinema, fotografias, reportagens, a coleção original completa da revista "Filme Cultura" (1966-1988) e tantos outros objetos que ilustram cerca do último meio século do cinema. São peças que Spencer arquiva desde o início de sua atividade como jornalista de cultura, ainda nos anos 1950.



Nem o próprio cineasta sabe ao certo a dimensão e o valor desse material. "Tento organizar, mas é um trabalho muito cansativo por ser minucioso", explica o jornalista, hoje aos 83 anos. Com detalhes, ele apenas anuncia sua coleção de trilha sonora originais de filme em vinil: "são 625 disco".



Plural que era à época em que escrevia para o Diário de Pernambuco, o crítico de cinema também manteve no ar, por 11 anos (entre a década de 1960 e 1970) um programa chamado "Filmelândia". Nele apresentava trilhas sonoras clássicas e contemporâneas, de modo que, em sua discoteca, não é difícil encontrar os discos de "2001: Uma Odisséia no Espaço" ou "E o Vento Levou..." ou "Quando Fala o Coração", só para citar conhecidos.



"Além do programa na Rádio Clube e Tamandaré, sempre ao meio-dia do domingo, eu fazia o programa ‘Falando de Cinema’, na TV Tupi. Por uma parceria com alguns consulados, eu conseguia filmes em 16mm para apresentar na televisão. Quando ia devolvê-los, eles diziam que eu podia queimá-los ou ficar com eles", relembra. Por amor ao cinema, Spencer os manteve e é por isso que seu acervo guarda raridades como o documentário "A Cruz", que acompanha François Truffaut num passeio pela França enquanto reflete sobre seu ofício.



Em função do programa ‘Filmelândia’, o jornalista possui um acervo com cerca de 300 fitas de áudio (entre K7 e de rolo) com entrevistas antológicas como a que fez com Maurício do Vale (o ‘Antônio das Mortes’, de "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha), quando ele esteve no Recife. "O ator apareceu, por volta de 1964, na redação do jornal de surpresa e por sorte eu tinha um gravador de rolo da Sony que mandei buscar no Japão, do qual nunca me separava", rememora Spencer.



Um problema a ser resolvido nesse rico universo de memórias é a catalogação. Qualquer bibliotecário ou instituição museológica (Mispe?) tem ali um manancial cultural a ser descoberto e organizado, com valor inestimável não apenas para o Estado, mas para a história do cinema mundial.



Como ideal, Spencer gostaria que todo o pacote fosse adquirido, organizado e disponibilizado sob condições de temperatura adequada mas, principalmente, que se tornasse disponível à estudiosos do cinema. "Se a instituição que vier a comprar batizar o acervo com o meu nome, a honra seria ainda maior", fala entre a brincadeira e a seriedade.



O mais sério nessa história, entretanto, é que o cineasta consiga um valor justo pelo seu rico acervo, uma vez que com a idade, a saúde anda frágil e o dinheiro é sim bem vindo para os tratamentos que Spencer necessita.





Fica num pequeno quarto, com cerca de 12 m² , no primeiro andar duma residência em Casa Forte , um tesouro iconográfico, literário, musical e audiovisual sobre cinema. É a coleção de uma vida inteira do cineasta Fernando Spencer - com livros, fotografias, discos de vinil, revistas e rolos de áudio cassetes, além de 24 de um total dos 44 filmes que ele próprio realizou (entre outros, de outros autores) agora postos à venda, em conjunto, pelo diretor.



É difícil dimensionar o valor de tamanho acervo que contempla desde encartes (organizados por livros encadernados) de diversos LPs lançados ao longo de mais de quatro décadas, passando por postais e rótulos de cinema, fotografias, reportagens, a coleção original completa da revista "Filme Cultura" (1966-1988) e tantos outros objetos que ilustram cerca do último meio século do cinema. São peças que Spencer arquiva desde o início de sua atividade como jornalista de cultura, ainda nos anos 1950.



Nem o próprio cineasta sabe ao certo a dimensão e o valor desse material. "Tento organizar, mas é um trabalho muito cansativo por ser minucioso", explica o jornalista, hoje aos 83 anos. Com detalhes, ele apenas anuncia sua coleção de trilha sonora originais de filme em vinil: "são 625 disco".



Plural que era à época em que escrevia para o Diário de Pernambuco, o crítico de cinema também manteve no ar, por 11 anos (entre a década de 1960 e 1970) um programa chamado "Filmelândia". Nele apresentava trilhas sonoras clássicas e contemporâneas, de modo que, em sua discoteca, não é difícil encontrar os discos de "2001: Uma Odisséia no Espaço" ou "E o Vento Levou..." ou "Quando Fala o Coração", só para citar conhecidos.



"Além do programa na Rádio Clube e Tamandaré, sempre ao meio-dia do domingo, eu fazia o programa ‘Falando de Cinema’, na TV Tupi. Por uma parceria com alguns consulados, eu conseguia filmes em 16mm para apresentar na televisão. Quando ia devolvê-los, eles diziam que eu podia queimá-los ou ficar com eles", relembra. Por amor ao cinema, Spencer os manteve e é por isso que seu acervo guarda raridades como o documentário "A Cruz", que acompanha François Truffaut num passeio pela França enquanto reflete sobre seu ofício.



Em função do programa ‘Filmelândia’, o jornalista possui um acervo com cerca de 300 fitas de áudio (entre K7 e de rolo) com entrevistas antológicas como a que fez com Maurício do Vale (o ‘Antônio das Mortes’, de "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha), quando ele esteve no Recife. "O ator apareceu, por volta de 1964, na redação do jornal de surpresa e por sorte eu tinha um gravador de rolo da Sony que mandei buscar no Japão, do qual nunca me separava", rememora Spencer.



Um problema a ser resolvido nesse rico universo de memórias é a catalogação. Qualquer bibliotecário ou instituição museológica (Mispe?) tem ali um manancial cultural a ser descoberto e organizado, com valor inestimável não apenas para o Estado, mas para a história do cinema mundial.



Como ideal, Spencer gostaria que todo o pacote fosse adquirido, organizado e disponibilizado sob condições de temperatura adequada mas, principalmente, que se tornasse disponível à estudiosos do cinema. "Se a instituição que vier a comprar batizar o acervo com o meu nome, a honra seria ainda maior", fala entre a brincadeira e a seriedade.



O mais sério nessa história, entretanto, é que o cineasta consiga um valor justo pelo seu rico acervo, uma vez que com a idade, a saúde anda frágil e o dinheiro é sim bem vindo para os tratamentos que Spencer necessita.

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